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Devido
à ação do campo magnético da Terra, alguns animais parecem
ter um radar natural de orientação, mas a influência do magnetismo
terrestre também afeta os humanos e as telecomunicações.
Destaques:
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Um dos desafios da ciéncia no futuro é chegar a entender profundamente
o funcionamento do campo magnético da Terra, gerado pelo ferro
fundido em seu núcleo.
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Curiosamente, muitos animais, entre eles as vacas, parecem
ter um "sexto sentido" magnético.
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Embora pareça ficção científica, o campo magnético também
pode influenciar o dia-a-dia dos seres humanos, segundo especialistas.
O
planeta Terra é um gigantesco ímã onde - como em todos os
ímãs - o grau máximo de atração magnética se encontra nos
extremos. Ali estão os pólos, termo que soa familiar, porque
a escola ensina que "pólos opostos se atraem, pólos iguais
se repelem". Como os ímãs que temos em casa, a Terra também
tem um pólo norte e um pólo sul. Mas não devemos confundir
os pólos magnéticos de nosso planeta com os pólos geográficos,
já que os primeiros ficam a mais de 1.500 quilômetros do que
nós chamamos de Pólo Norte e Pólo Sul pela posição no mapa.
Além disso, no caso dos pólos magnéticos, a posição não é
imutável, e podem inclusive trocar de posição um com o outro.
Um
dos desafios da ciência no futuro é chegar a entender profundamente
o funcionamento do campo magnético da Terra, gerado pelo ferro
fundido em seu núcleo. O radar dos animais.
Da
mesma forma que as agulhas imantadas das bússolas, que sempre
apontam para o norte devido à atração magnética, os animais
parecem também ter uma espécie de radar magnético.
Essa
é conclusão que pode ser tirada da pesquisa publicada na publicação
científica "Proceedings of the National Academy of Sciences",
realizada por uma equipe vinculada à Universidade de Duisburg-Essen
(Alemanha). Segundo este relatório, os cientistas tentaram
verificar se os "grandes mamíferos também têm esse sentido
magnético". A partir de imagens de rebanhos encontradas no
Google Earth, os cientistas descobriram que todos os animais
olhavam sempre para uma mesma direção, fosse norte ou sul.
De
acordo com os pesquisadores, isso pode sugerir que haja um
"sexto sentido" magnético presente em todas as espécies animais.
Já era conhecido que esse senso influência na migração de
aves e de peixes, como o salmão, e acredita-se que é utilizado
pelo morcego para se orientar.
O
magnetísmo nos seres humanos
O
homem não é exceção na influência do campo magnético na vida
dos seres vivos. Cientistas russos do Centro de Pesquisas
do Espaço (IKI) e do Instituto da Ionosfera e Magnetismo Terrestre
da Rússia (Izmiran), afirmaram no ano passado que as tempestades
magnéticas poderiam afetar diretamente nossa saúde cardiovascular
e aumentar o número de infartos.
Segundo
esses pesquisadores, as explosões que acontecem no Sol fazem
com que as tempestades magnéticas se manifestem como grandes
e contínuos fluxos de partículas ionizadas que chegam ao planeta
Terra.
"O
principal alvo das tempestades magnéticas é o coração e o
sistema cardiovascular, mas o efeito desse fenômeno natural
no organismo humano é muito amplo e nem sempre negativo",
disse Yuri Zaitsev, especialista do IKI, à agência oficial
russa "Interfax".
De
acordo com esse cientista, além dos possíveis efeitos que
teriam em humanos, como alterações no ritmo cardíaco e no
nível de adrenalina, mudanças na circulação sangüínea, entre
outros, as tempestades magnéticas também provocam auroras
boreais e austrais, que dificultam o correto funcionamento
das redes de telecomunicações. José Antonio Prieto.
Por
Agência EFE
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